entrega

Toda interação com outro ser humano se dá no campo do imprevisível.
Não existirão, jamais, certezas ou garantias.
Sendo assim, precisamos compreender que, se de verdade abrirmos espaço para uma pessoa em nossa vida, não poderemos ter nenhum tipo de controle.
Quando de fato nos entregamos, ficamos lá, nús, de peito aberto, expostos ao que der e vier, correndo o risco de sermos feridos até os ossos.
Haja coragem.
O ego é incapaz dessa entrega.
Apenas a alma, impulsionada por sua coragem divina, e amparada pela consciência de que somos capazes de lidar e aprender com tudo que se suceda, é capaz de tamanha ousadia.
A alma sabe que a verdadeira entrega não é a nossa entrega ao outro, e sim ao amor que nos habita.
Não importa quais sejam as escolhas do outro, o amor em nós estará sempre lá para nos amparar e nunca irá nos ferir, trair, rejeitar ou abandonar.
Saber disso é tirar o poder do medo.
Livres do medo, somos finalmente capazes de voar, criar as mais belas trocas, nos relacionar de forma aberta e verdadeira, sem máscaras ou edições.
Livres do medo encontramos o real caminho, o único que permite a paz, a entrega e a cura nos relacionamentos.
O amor só sabe amar.

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